domingo, 21 de agosto de 2011

Haja o que Houver , sempre estarei ao seu lado


Na Romênia, um homem dizia  sempre a seu filho:
- "Haja o que houver, eu 
sempre estarei a seu lado".

Houve, nesta época um terremoto de intensidade muito grande, 
que quase arrasou as construções lá existentes nesta época.

Estava nesta hora este homem em uma estrada.

Ao ver o ocorrido, correu para casa e verificou que 
sua esposa estava bem, mas seu filho nesta hora 
estava na escola. 
Foi imediatamente para lá. 
E a encontrou totalmente destruída. Não restou, 
uma única parede de pé... 

Tomado de uma enorme tristeza ficou ali ouvindo, 
a voz feliz de seu filho e sua promessa. ( não cumprida)

..." Haja o que houver: 
eu estarei sempre a seu lado".

Seu coração estava apertado e sua vista apenas 
enxergava a destruição. 

A voz de seu filho e sua promessa não cumprida 
o dilaceravam. Mentalmente percorreu 
inúmeras vezes o trajeto  que fazia diariamente 
segurando sua mãozinha.
O portão ( que não mais existia)...
Corredor...
Olhava as paredes, vendo 
aquele rostinho confiante...

...passava pela sala do 3º ano, virava o corredor e o 
olhava ao entrar. Até que resolveu fazer em cima dos 
escombros, o mesmo trajeto.
Portão...
Corredor...
Virou a direita...
E parou em frente ao que 
deveria ser a porta da sala. 
Nada! Apenas uma pilha de material destruído.
Nem ao menos um pedaçode alguma coisa que 
lembrasse a classe.
Olhava tudo... desolado... 
E continuava a ouvir sua promessa:
- "Haja o que houver,
eu sempre estarei com você".
E ele não estava... 

Começou a cavar com as mãos. Nisto chegaram outros pais, 
que embora bem intencionados,
e também desolados, tentavam afastá-lo de lá dizendo: 
- Vá para casa. Não adianta, 
não sobrou ninguém.
- Vá para casa.
Ao que ele retrucava:
- Você vai me ajudar?
Mas ninguém o ajudava, 
e pouco a pouco, todos 
se afastavam.

Chegaram os policiais,que também tentaram 
retirá-lo dali, pois viam que não havia chance de ter 
sobrado ninguém com vida. 
Haviam outros locais com mais esperança.

Mas este homem não esquecia sua promessa ao filho, a única
coisa que dizia para as pessoas que tentavam 
retirá-lo de lá era:
- Você vai me ajudar ?
Mas eles também o abandonavam.
Chegaram os bombeiros, 
e foi a mesma coisa...
- Saia daí, não está vendo 
que não pode ter sobrado 
ninguém vivo? Você ainda 
vai por em risco a vida 
de pessoas que queiram 
te ajudar pois continuam 
havendo explosões e incêndios.
Ele retrucava :
- Você vai me ajudar?
- Você esta cego pela 
dor não enxerga mais nada.
Ou então é a raiva da desgraça.
- Você vai me ajudar?
Um a um todos se afastavam.

Ele trabalhou quase sem descanso, apenas 
com pequenos intervalos, 
mas não se afastava dali.

5 hs / 10 hs / 12 hs/ 
22 hs / 24 hs /30 hs...

Já exausto, dizia a si mesmo que precisava saber
se seu filho estava vivo ou morto. Até que ao afastar
uma enorme pedra, sempre chamando pelo filho, ouviu:
- Pai ...estou aqui!
Feliz, fazia mais força 
para abrir um vão maior
e perguntou:
- Você está bem?
- Estou. Mas com sede, 
fome e muito medo.
- Tem mais alguém com você?
- Sim, dos 36 da classe, 14 
estão comigo; estamos presos 
em um vão entre dois pilares. 
Estamos todos bem!
Apenas se conseguia ouvir seus 
gritos de alegria.
- Pai, eu falei à eles:
- Vocês podem ficar sossegados,
pois meu pai irá nos achar.
Eles não acreditavam, mas eu 
dizia a toda hora... 
- "Haja o que houver, meu pai, 
estará sempre a meu lado".
- Vamos, abaixe-se e tente sair
por este buraco.
- Não! Deixe eles saírem primeiro...
- Eu sei que haja o que houver...
você estará me esperando!

(Esta história é verídica)



                                                                                                Autor Desconhecido

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